Estética dos games, narrativa, inovação e arte: Hermano Vianna fala sobre o LudoBardo no Globo

14 10 2011

A excelente coluna de Hermano Vianna (toda sexta-feira no jornal O Globo) é conhecida por sua abordagem versátil e informativa em relação a tudo que tem a ver com cultura e inovação.

Diante disso, falar que fiquei lisonjeado é quase um eufemismo, quando, hoje, me deparei com o texto do antropólogo que não só citou meu trabalho com o videolog LudoBardo, mas também revelou ser um espectador. É gratificante saber que os episódios estão sendo reconhecidos pelo seu compromisso com uma reflexão crítica em relação aos jogos e suas narrativas. Afinal, o objetivo é estimular o pensamento crítico em relação a uma mídia que muita gente consome, mas ainda não reconhece como cultura e arte: o jogo.

Aliás, sobre esse assunto, o próprio Hermano já escreveu: “Game é Cultura“.

Abaixo segue um trecho que transcrevi da coluna publicada no Segundo Caderno do jornal O Globo:

Falando em clipes: todo mundo sabe que sua linguagem (clipada?) também foi sampleada em muitos outros territórios audiovisuais. O uso que considero mais promissor foi aquele apelidado de “nub” por Charlie Tims, pesquisador de novas tendências da comunicação. Nub é o videoclipe que divulga não uma música, mas uma ideia: pode ser explicação filosófica, aula de física, manifesto político. A internet está cheia de experiências nesse sentido. Descobri recentemente e atrasado o blog LudoBardo (www.vagrantbard.com), do Arthur Protasio, dedicado a “narrativa, games e arte”, onde há excelentes exemplos de como pequenos vídeos podem condensar uma quantidade enorme de ideias de forma divertida.

Já conhecia o trabalho do Arthur no Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV carioca, onde coordena o grupo de estudos sobre games. Mas nem imaginava que ele possuía também um avatar de apresentador de TV nerd, especializado em desbravar a área pouco explorada da análise de jogos eletrônicos a partir de seus elementos propriamente narrativos. No LudoBardo, desde o início de 2011, Arthur já publicou oito vídeos, cada um com cerca de dez minutos de duração. Parece pouco, mas quando prestamos atenção na quantidade de imagens editadas (muitas vezes uma para cada palavra chave) podemos ter noção do número de horas necessárias para sua edição, sem falar em pesquisa e roteiro. O resultado já é uma das mais sérias (sem perder a diversão jamais) reflexões sobre a estética dos games, que pode ser útil para jogadores ou para quem quer investigar os caminhos mais populares da arte contemporânea.

(Fonte: O Globo – Página 2 do Segundo Caderno. 14 de outubro de 2011)





LudoBardo: Jogos de Luta e Sucessos Embutidos

29 09 2011

Dessa vez, no oitavo episódio do LudoBardo, eu continuo falando sobre as histórias nos jogos de luta.

Essa segunda parte é focada nos sucessos embutidos, ou seja, os jogos de luta que têm bons roteiros e fazem decente integração com a mecânica de jogo – ou jogabilidade, se preferir. Eu ilustro esse cenário com alguns exemplos, como os jogos Mortal Kombat, Fight Night Champion e Def Jam: Fight for NY.

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LudoBardo: Jogos de Luta e Fracassos Embutidos

22 08 2011

Dessa vez, no sétimo episódio do LudoBardo, eu falo sobre as histórias nos jogos de luta.

Essa primeira parte é focada nos fracassos embutidos. Nela eu explico porque muitos jogos de luta possuem péssimas narrativas embutidas e ilustro este cenário com alguns exemplos do jogo Street Fighter 4.

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Narrative Reincarnation at Well Played 3.0: Video Games, Value and Meaning

17 08 2011

The Well Played publication (from ETC-Press at the Carnegie Mellon University) has always been a source of inspiration and admiration to me. In fact, I used it as reference for my law school final essay on Games and Free Speech.

The idea of uniting a diverse range of authors – all the way from developers to journalists and researchers – to promote in-depth readings of games is simply ingenious. It is what effectively illustrates that games are a medium of expression, after all each and everyone of the articles reveal different views about numerous aspects that games touch upon.

In its 3.0 volume, Well Played included my article “Narrative Reincarnation in the Way of the Samurai 3″, which discusses the important role that narrative plays in the game by allowing the player to tread through many different short story paths. It is an honor to be featured, along with other authors, in this publication.

You can read my article here: Narrative Reincarnation in The Way of the Samurai 3

Or check out (and buy) any of the Well Played books here: Well Played 1.0 Well Played 2.0Well Played 3.0





O Globo: O Novo Jogo da Música

15 08 2011

Recentemente fui entrevistado pelo jornalista Leonardo Lichote para uma matéria sobre “Músicas de Jogos”.

A matéria foi publicada hoje, segunda-feira 15/08, no Segundo Caderno do jornal O Globo e está disponível a seguir:

No princípio, eram quatro notas. Mas nenhum jogador do clássico “Space invaders” (1978), primeiro game a ter uma música de fundo contínua, deixava de notar a melodia ganhando rapidez conforme os alienígenas se aproximavam, adicionando tensão à experiência. Hoje, é mais difícil ainda não se dar conta da importância das trilhas sonoras dos jogos eletrônicos, que se afirma em termos financeiros – o mercado de games deve movimentar US$ 74 bilhões em 2011, segundo a empresa de tecnologia e consultoria Gartner Inc. – e artísticos – a canção “Baba yetu”, composta para “Civilization 4”, ganhou um Grammy este ano, o primeiro para uma música de game; e vários autores renomados de trilhas para cinema, como Danny Elfman e Clint Mansell (“Cisne negro”), trabalham também com jogos.

E, num momento de indefinição dos rumos da indústria fonográfica, vale notar que muitos garotos que amam os Beatles neste início de século XXI chegaram às suas canções via “Beatles: Rock band”, e que o Aerosmith ganhou com “Aerosmith: Guitar hero” mais dinheiro que com qualquer um de seus álbuns – que, aliás, tiveram um aumento de vendas de 40% com o lançamento do game. Read the rest of this entry »





LudoBardo: But That Was Yesterday

15 08 2011

Dessa vez, no sexto episódio do LudoBardo, eu falo sobre o jogo But That Was Yesterday.

Você vai descobrir porque esse simples jogo independente em flash é uma excelente experiência para causar a reflexão por parte do jogador. Fica a recomendação para quem achar que os jogos se resumem a “mecânicas de combate“.

Não deixe de divulgar e participar respondendo à pergunta e dando like (seja via facebook, twitter ou youtube).





Entrevista: Ken Levine – Diretor Criativo de Bioshock

14 07 2011

Dessa vez, eu colaborarei com as Girls of War, especificamente a Rebeca Gliosci, em uma entrevista sobre Bioshock (incluindo o Bioshock Infinite) com o diretor criativo do jogo, Ken Levine, da desenvolvedora Irrational Games.

Foi um papo muito interessante que seguiu desde tópicos como a identidade da série Bioshock, a importância de se ter banheiros em um mundo de jogo e a conexão com filmes como Alien e O Iluminado. Eu e a Rebeca também tivemos a oportunidade fazer perguntas relativas à narrativa da série, inclusive abordando a temática objetivista e as questões morais do jogo.

Agradecimentos especiais vão para Rebeca e o Ken Levine pela fantástica conversa. Abaixo você confere o vídeo da entrevista e em seguida uma transcrição/tradução realizada pela Rebeca (vulgo, Bebs). Se você ainda não jogou Bioshock, prepare-se: spoilers o esperam.

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