Games e Futuros Desejáveis

12 06 2009

No dia 10 de junho eu participei do evento Crie Futuros no NAVE (Núcleo Avançado de Educação). Um movimento transdiciplinar semeador de imagens de futuros desejáveis para motivar, orientar escolhas e inspirar inovação que dedicou um dia para a questão dos games. O encontro multinacional aconteceu nas instalações da Oi Futuro, no Rio de Janeiro, e foi transmitido simultaneamente para outros sete países, com a participação presencial e online de “crie-futuristas”.

Crie Futuros & Games

Crie Futuros & Games

Foi sem dúvida uma ótima experiência poder participar e representar o Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV, que é o centro de pesquisa do qual faço parte. Foi um momento ideal para mostrar para a sociedade que os jogos são uma ferramenta que pode ser utilizada para diferentes finalidades, mas precisa – antes de mais nada – ser compreendida como um veículo da expressão cultural e artística. Junto, participando ativamente, estavam figuras aliadas da indústria nacional de jogos eletrônicos como Guilherme Xavier desenvolvedor do Capoeira Legends; Yves Albuquerque, Marcos Venturelli e  Bruna Lombardo da Magus Ludens; Roger Tavares do GameCultura e figuras externas como Marcio Burochowsky da Campus Party e Adailton Medeiros do Ponto Cine.

Acho que a melhor parte foi o agradecimento de uma pessoa que ao final do evento veio me falar que sua visão sobre os supostos (inserir adjetivo negativo) games havia mudado.

Para quem quiser conferir o evento e a minha participação seguem as instruções: Read the rest of this entry »

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Um Olhar Retrospectivo

2 07 2006

Não é difícil reconhecer momentos únicos em nossas vidas. Certamente muitos deles passam em vão, ao menos ao momento em que os vivemos, mas se pararmos e revisarmos nosso passado entenderemos quem somos e onde que sofremos guinadas essenciais para nossa formação.

O passado é usado em inúmeros aspectos e por inúmeros motivos. Seja na história mundial, nacional ou em uma agenda que você usou para ver o que realizou na quinta-feira passada. Nossas ações seguem um caminho e por mais que seja difícil acreditar somos previsíveis. Podemos tentar inovar ao máximo, mas é certo que em algum momento, independente do conteúdo original da criação, o ato de constante inovar será compreendido como algo previsível. O que confirma essa previsibilidade é o passado. Não é possível deduzir se uma pessoa repete atos ou não ao passo que não sabemos o que ocorreu anteriormente. Portanto é da mesma forma que não temos como entender a lógica do trajeto de alguém se não o estudarmos por experiências passadas. Prever o futuro de maneira exata acaba sendo um ato sobrenatural, mas pela razão e lógica do estudo da história é possível determinar alguma previsibilidade no que está para ocorrer.

O intuito principal desses parágrafos é mostrar o quão o passado é importante. Basta apenas pensar em um momento saudosista. O simples fato de você não estar indiferente significa que de alguma forma o seu passado pesa para você. Às vezes um pesar tão grande que não conseguimos nos desprender. Logo há aqueles que dizem que somos peças apenas de um jogo chamado “destino” e eu, no entanto, me posiciono de maneira contrária. A diversidade de pessoas e trajetos que existem atualmente não deve ser ignorada e acredito que sejam mais que o suficiente para revelar que somos capazes de tomar decisões (mesmo que as opções sejam escassas). Nossas experiências passadas são capazes de nos indicar o percurso a ser seguido como também nossa mente tem a capacidade de aceitar esse percurso ou não.

Apesar de opinar não acredito que tenha solucionado essa questão e sinceramente tenho minhas dúvidas se de fato há. Pretendo apenas expor uma visão retrospectiva e mostrar que coloco grande importância no que já passou. Seja para repetir experiências passadas ou não. O reconhecimento do passado e a vivência dele são métodos usados na vida cotidiana e na própria arte (afinal a “arte imita a vida”). As mais variadas (his e es)tórias narram a formação de personagens ao longo do tempo, sejam eles guerreiros, reis ou até mesmo países. Não é essa a essência do passado? Não é esse o cerne da vida?








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