Centenário

28 05 2014

Nota do autor: No dia 1º de abril de 2014, minha tia Nida fez 100 anos de idade. Além de testemunhar o feito impressionante – que é chegar a essa idade com a constituição mental que ela tem -, também pude refletir sobre a passagem do tempo e como ela impacta os nossos amados. Ainda mais quando se trata de uma espécie de tia-mãe-avó pra mim. O texto que segue foi um presente que fiz em reconhecimento e celebração a todos esses anos de carinho. Com vocês…

 

CENTENÁRIO

100 anos,
Quem diria.
36 mil e 500 dias.

876 mil horas,
De vivências,
De contos,
De histórias.

Eu sei, nem todo segundo, foi um mar de rosas.
Pelo contrário.
Nessa vida, o que não faltam, são as enrascadas perigosas.

Mas olhar pra trás,
E saber que você superou;
É gratificante,
É um alivio.
Deve ser como um gol.

É que talvez nós nos tenhamos dificuldade em aceitar.
Olhamos pra trás com saudosismo,
Pra frente com medo,
E nos deixamos paralisar.

E eu sei, Tia Nida, que (ainda) sou jovem,
mas deixe-me falar:

Envelhecer,
É normal.
São apenas fases
De um processo lento, e gradual.

Por ser uma anciã
Não se sinta mal
Representa sabedoria e paciência,
É um sinal.

Onde muitos sonham em chegar
você vive.
A ignorância e a falha de muitos
Não são o seu deslize.

O seu amor dado
Não respeita proporção.
E a disciplina?
Impecável,
Exemplo de dedicação.

Os anos de história?
Experiências sem par.
Um centenário de lutas
E aventuras para narrar.

Ensinamentos ficam
Mas as discórdias, não.
Fique tranquila
Nada é em vão.

A vida, como tudo, tem vantagens
E problemas.
Mas são as suas atitudes
Que superam os dilemas

Foque no que é belo
Saiba por o que lutar.
E tenha certeza,
um dia, seu legado vai te imitar.

Não pense regressivamente
Levante o queixo
erga o olhar
Na vida, há sim,
diversos motivos para se orgulhar.

Finque seu estandarte,
Sorria e bata o pé.
Não é brincadeira de primário,
A linha do tempo diz:
1º de abril é o seu aniversário.

Aliás, lembra quando eu era pequeno e disse que você era um dinossauro?

Não se prenda ao termo.
Na época me faltou um tesauro.

Mas vocês não são muito diferentes.
Marcos históricos que viram o mundo mudar.
A diferença,
é que (apesar de você dizer que não)
ainda tem muita história pra contar.

Então, volto a dizer.
100 anos;
Não é todo dia.

E se você me perguntar, são 100 –
não. Digo,
São 36 mil e 500,
Motivos de folia.

Agora, vamos festejar!
De quem tem ama e admira. Em nome de todos os netos da sua vida;

Parabéns, Tia Nida!

 





A favor do Google Glass: Avanço tecnológico é inevitável [Coluna para Folha de São Paulo]

15 05 2013

No 06/05/2013 foi publicada uma coluna que escrevi para o jornal Folha de São Paulo sobre as possíveis vantagens do novo Google Glass. Ocorre que, como toda coluna sintética, tive de fazer um recorte bem específico e a discussão do avanço tecnológico vai além do novo aparato da Google. Por isso, segue abaixo a coluna original-expandida:

Uma das formas mais comuns de se imaginar uma nova tecnologia é por meio de obras ficcionais. O filme “Minority Report – A Nova Lei”, lançado em 2002, é apenas uma dessas obras, mas a ilustração cabe perfeitamente nesse caso. O protagonista habita um mundo no qual existe uma tecnologia que permite prever crimes antes que eles sejam cometidos – o que por si só já é um enorme (e curioso) avanço tecnológico.

Talvez mais curioso ainda seja o fato de que a trama se desenvolve durante o ano de 2054, um ano em que é comum cidadãos serem expostos a publicidade personalizada a partir de uma rápida leitura de retina e telas digitais serem manipuladas por gestos com as mãos e braços. O que era algo esperado para 52 anos depois do lançamento do filme (ou 41 anos a partir de hoje) pode estar mais próximo do que imaginamos.

Nosso ano de 2013 não é diferente. Estamos expostos a um constante evoluir tecnológico que, embora seja rápido demais para uns ou desnecessário para outros, inevitavelmente molda o percurso que a humanidade trilha, bem como diversas de suas referências culturais e temporais. O que poderia parecer impossível a partir da gesticulação do ator Tom Cruise no filme Minority Report, hoje é um ato comum quando alguém interage com o acessório Kinect da Microsoft. As câmeras presentes no aparelho são capazes de identificar os movimentos corporais do jogador e traduzi-los em comandos simples, como interromper um filme, ou complexos, como uma coreografia de dança. Read the rest of this entry »





“Way of the Samurai 3” at GDC 2013

3 05 2013

This post is in English, para Português, clique aqui.

Every year the city of San Francisco is host to one of the world’s largest game development events: the Game Developers Conference, better know simply as “the GDC”.

This year, during the GDC 2013, an article I wrote analyzing of the narrative structure in the Japanese game “Way of the Samurai 3” was selected as one of the winners of the “GDC’s Game Narrative Review Competition“. Once evaluated, approved, and selected, the authors of the most promising entries are invited to create a poster as a visual synopsis of their review and present at the Narrative Summit.

Not only did I have a lot of fun talking to people who came to ask me about the game’s narrative, but it was especially an honor to be informed by Richard Dansky, one of the members of the Narrative Summit Advisory Board, that I was the competition’s first international winner. In other words, before my entry, only Americans had been selected to present their reviews at the GDC.

  • For a brief video explanation of the game’s narrative structure, watch this:
  • For a brief visual explanation of the game’s narrative structure, click the poster below:

wots3-gdc-poster





Breaking the Haze

21 11 2012

 

Tick. Tock. Tick. Tock. Tick. Tock.

An endless haze of uncertainty.

 

Tick. Tock. Tick. Tock.

As the rain pours, you try to piece together a confusing mist of intertwined past, present, and future.

 

Tick. Tock.

Unable to be controlled, unable to be foretold.

Time advances and, as a result of your actions, so do they.

It’s run or get caught. Unless change is stimulated, they will come for you.

And when that happens, not even destiny will be able to save you.

At this point, destiny is irrelevant.

 

Tick.

So what’ll be?

What’s done is done.

But what can be done now… is up to you.

 

Tock.

They’re here. Stop wasting time.

You’re already soaked.

Take action.

Go!





LudoBardo: O final de Mass Effect 3 e a monetização de narrativas

6 04 2012

Em seu décimo oitavo episódio, o LudoBardo discute o decepcionante final da trilogia Mass Effect e a polêmica que surge a partir da insatisfação dos consumidores, a resposta da desenvolvedora Bioware e como isso pode impactar futuros modelos de negócio a ver com a monetização de narrativas na indústria dos jogos.

Esse episódio é inteiramente livre de qualquer material que possa estragar a narrativa para quem não jogou a trilogia (vulgo, spoilers), mas um futuro episódio irá discutir em detalhes porque os finais de Mass Effect 3 foram tidos como sinônimo de falta de coesão e uma grande decepção. Abaixo seguem referências a artigos que também discutem o controvertido tópico.

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Material de Apoio:

Bioware anuncia lançamento de “Mass Effect 3 Extended Cut”

Forbes diz que mudança do final não afeta a integridade artística do jogo

Roteirista de Mirror’s Edge e Heavenly Sword discorda da postura da Bioware





LudoBardo: Recomendação de Vídeos e Artigos – Joga Brasil, GGJ, Game Devs BR, Lei Anti-Games e Toren

5 03 2012

Em seu décimo sétimo episódio, o LudoBardo apresenta uma série de indicações de vídeos e artigos associados aos eventos Joga Brasil, Global Game Jam, sua palestra na Campus Party, bem como o vídeo do Rayar sobre MODs, a recepção de caluros da Faculdade de Jogos Digitais Facisa com presença de diversos desenvolvedores de jogos brasileiros, comentários sobre a retirada de pauta do Projeto de Lei 170/2006 e o sucesso do jogo independente brasileiro Toren.

Ao longo do episódio, diversos artigos e vídeos são referenciados e todos os links podem ser encontrados na descrição abaixo.

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Palestra na Campus Party 2012 – A importância da comunidade em prol do cenário brasileiro

27 02 2012

Em seu décimo sexto episódio, o LudoBardo apresenta um episódio diferente. Dessa vez, a sua palestra da Campus Party 2012 entitulada “A importância da comunidade em prol do cenário brasileiro” que foi sobre o valor da mobilização da comunidade do setor dos jogos eletrônicos (acadêmica, desenvolvedora, entusiásta etc.) a favor da mídia no cenário brasileiro.

Para isso, Arthur abordou os três eixos de sua atuação profissional, as atividades da IGDA Rio e o Relatório de Investigação Preliminar: O Mercado Brasileiro de Jogos Eletrônicos, do CTS Game Studies.

Confira também a matéria do portal TechTudo que cobriu a palestra.

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