A Pessoa Mais Poderosa do Mundo

6 01 2011

Foi uma tarde despretenciosa de 2007. Guilherme Xavier havia terminado sua aula sobre “A História dos Video Games” e finalizou com a chave de ouro “The Most Powerful Person in the World“.

Bastante coisa aconteceu em minha vida desde então e durante esses anos inúmeras outras mudaram, mas dentre as constantes está meu amor por esse vídeo. Em 2010, entrei em contato com o criador Thuyen Nguyen expressando minha admiração pela obra e solicitando autorização para disseminá-la em português.

Ele autorizou. O que você vê é fruto desse laço afetivo com a mídia dos jogos eletrônicos.

É uma homenagem ao valor emocional que essa mídia representa. É uma carta de amor dos “gamers” aos “games”.

É um dos principais motivos pelo qual eu sinto tanto orgulho e vejo potencial nos jogos eletrônicos.

É porque eu fico nostálgico ao lembrar de jogos que me marcaram e continuam me marcando.

É o motivo pelo qual nos sentimos a pessoa mais poderosa do mundo.

 

Obrigado a Thuyen Nguyen pela criação original (e autorização) e Guilherme Xavier, Isabel Ferreira e Yan Magno por me ajudarem na adaptação.





O Relaxamento do DRM

5 01 2011

Se você já ouviu falar sobre o DRM irritante da Ubisoft, sabe como é inconveniente ter que estar conectado à internet para jogar títulos como Splinter Cell Conviction e Assassins’ Creed 2 no computador.

Pois é, usuários foram jogar e descobriram que o sistema não mais estava exigindo uma conexão permanente com os servidores da Ubisoft. Logo, parece que a empresa finalmente se deu conta da má ideia que é “fiscalizar” o consumidor dessa forma e removeu a necessidade de uma conexão permanente com a internet para jogar seus títulos. Será?

Um dos representantes da Ubisoft disse ao site Gamastura: “Não teríamos construído [o sistema] se soubéssemos que ele realmente irritaria os jogadores”, o que é uma frase muito cínica, pois nos leva a acreditar que a empresa não antecipou em momento algum a ira de seus clientes com essa medida. Ainda assim, se esse fosse realmente o fim, estaria tudo bem.

Evidência de que isso tudo não está resolvido é flagrante: Você ainda precisa autenticar o jogo online quando rodá-lo pela primeira vez em uma máquina. Se você comprou via Steam, isso até é aceitável porque a plataforma em si já é um DRM (embora mais amigável) e todos os jogos são distribuídos digitalmente; mas e o usuário que comprou uma cópia física na loja? A troco de uma inconveniência e um suposto controle sobre o consumidor, a distribuidora perde a oportunidade de cativá-lo e realmente merecer seu dinheiro e fidelidade.

Pelo menos agora eu posso jogar Splinter Cell Conviction sem o jogo ficar travando.





Participação no Baixo Frente Soco: “No jogo da conquista”

8 12 2010

Esse post é dedicado ao extremamente divertido podcast do Baixo Frente Soco, especificamente o episódio nº 20.

Recentemente tive a oportunidade de participar de mais uma gravação ao lado de personalidades como Mestre Splinter, Ilapso, Ninja Inimigo e a Ninja Inimiga.

Nesse episódio, o pessoal conversou sobre os “Achievements” (ou conquistas) e debateu até que ponto a ferramenta é útil, qual seu propósito e como poderia ser melhorada.

Fica aqui o meu agradecimento pelo convite e a oportunidade. Como sempre (ou nas últimas duas vezes), foi um excelente prazer!

Escute e acompanhe o Baixo Frente Soco aqui.

Duração: 1h e 8min.





Games e DRM

17 11 2010

O objetivo desse artigo é comentar a presença do DRM  – se você não sabe o que é, não se preocupe, eu explico no texto – no setor dos jogos eletrônicos e como que, mesmo após alguns anos desde a primeira aparição do mecanismo de proteção, sérias sequelas ainda são identificadas na relação entre a indústria e o consumidor. Sendo assim, o artigo visa apresentar o que é DRM, como funciona e quais os impactos dessa polêmica envolvendo o jogador na figura de consumidor.

Restrições tecnológicas, como o TPM e o DRM, têm assolado há alguns anos já o consumidor, seja impedindo alguém de escutar uma música recentemente comprada na Internet em seu tocador portátil ou de assistir a um DVD comprado na Ásia em seu aparelho brasileiro. Não só na música e nos vídeos, mas também em outras mídias, o fenômeno dessas travas tecnológicas cresce cada vez mais.

Não é à toa que o site Kotaku, inclusive, preparou um post explicativo para jogadores entenderem o que exatamente é DRM. Assim como este artigo, o post faz referência ao DRM apenas em sua aplicação no âmbito dos jogos eletrônicos. Read the rest of this entry »





“Games: Uma Mídia de Expressão” na Semana de Tecnologia de Jogos Digitais 2010

22 10 2010

A palestra “Games: Uma Mídia de Expressão” está de volta! Se você não teve a oportunidade de conferi-la no SP Game Show, não deixe de vir no dia 26/10 para a Semana de Tecnologia de Jogos Digitais 2010 da PUC-SP (campus Consolação).

Às 11:00 da próxima terça-feira, eu estarei explicando por que a mídia dos jogos eletrônicos (ou games, como preferimos chamá-los) é tão importante para a expressão pessoal, e por que deve ser vista de maneira equivalente a outras mídias, como o cinema e a literatura. Vale atentar que algumas coisas na apresentação mudaram, pois como o evento é voltado para alunos e desenvolvedores, a abordagem focará na incorporação desse valores pelo profissional game designer.

Quer ficar sabendo o que liberdade de expressão, arte, cultura e games têm em comum? Quer saber como justificar para os outros que jogar é um bom hábito?

Se você estiver em São Paulo (e disponível) no dia, não deixe de aparecer para descobrir essas respostas (e falar comigo)!

Mais informações sobre o evento (e as outras palestras) em: http://blog.pucsp.br/jogosdigitais/2010/09/27/semana-de-tecnologia-jogos-digitais-2010/





LudoCast e Baixo Frente Soco

1 10 2010

Esse post é dedicado a dois podcasts sobre jogos que tive o prazer de participar e foram ao ar hoje.

Conheçam LudoCast e Baixo Frente Soco!

O primeiro deles é o episódio inaugural de um podcast informal e divertido, criado por amantes da mídia dos jogos eletrônicos, em que discutimos porque os jogos eletrônicos são tão importantes para nós e como eles surgiram em nossas vidas.

Neste Ludocast, os participantes foram eu (Arthur Protasio do Vagrant Bard), Bruna Torres do Girls of War, Bruno Baère do Pizza Frita, Isabel Ferreira do Red(dish) Wings e Rian Rezende do Academia Lúdica.

Escute e acompanhe o LudoCast aqui.

Duração: 27min.


O segundo podcast discutiu, no seu 11o episódio, o conceito de “vilão”. O episódio Poderosos Chefões foi um “excelente prazer” pra mim porque a equipe é muito simpática IRADA e engraçada. Por isso, foi divertido e hilário debater os diferentes tipos de vilões que existem nos jogos. Fica aqui o meu agradecimento pelo convite e a oportunidade.

Escute e acompanhe o Baixo Frente Soco aqui.

Duração: 1h e 15min.





“Games: Uma Mídia de Expressão” no São Paulo Game Show 2010

16 09 2010

Este é um pequeno trecho da palestra que apresentei no evento São Paulo Game Show no dia 15 de julho de 2010.

Games: Uma Mídia de Expressão” foi uma exposição que fiz acerca do panorama mundial da mídia dos jogos eletrônicos. Abordei a questão dos games não apenas como um produto do entretenimento, mas como um veículo de expressão e obra de relevância artística e cultural.

Em seguida, questionei a visão que prevalece mundialmente em relação a essa mídia, identifiquei obstáculos que a mesma atualmente enfrenta e exibi diversos exemplos de obras que atuam como canais de educação, expressão pessoal e reflexão narrativa (dentre outras vertentes).

Essa foi uma oportunidade particularmente divertida para mim, porque pude fazer uma introdução geral tocando em assuntos como proibições judiciais de jogos, a liberdade de expressão na Constituição e a visão que prevalece na sociedade acerca dos games. Logo em seguida, citei trocentos vários exemplos de jogos que cumprem diversos papeis. Os exemplos variaram desde Max Payne, God of War, Okami, Grim Fandango, Chrono Trigger, Passage, COD4: Modern Warfare, Civilization, até The Sims (e a lista continua), mostrando por que cada um deles é relevante como uma obra de expressão, seja esta artística, pessoal, social, cultural ou educacional, que combina estas características com o entretenimento.

Fazendo uso de outras mídias para garantir melhor efeito, também mostrei alguns vídeos curiosos, como uma propaganda engraçada da GameFly, um vídeo assustador do exército americano, paródias criativas em machinima, 235 jogos independentes ao som de agradável chiptune e uma emocionante explicação para por que você é a pessoa mais poderosa do mundo.

Adoraria repetir essa apresentação. Se surgir a oportunidade (ou se você quiser me convidar), será um prazer.

Os links mencionados durante o vídeo estão aqui:

03:03

Aprendizado Tangencial: http://youtu.be/rN0qRKjfX3s

03:50

Games Curriculares: http://ur1.ca/1fl28

Portal vira bibliografia obrigatória: http://ur1.ca/1fl2o

04:16

Arthur Protasio: https://vagrantbard.com/

Games, Arte, Cultura & Liberdade de Expressão: http://ur1.ca/1fkt4

Outras palestras/eventos sobre games: http://ur1.ca/1kfte