Entrevista: Capoeira Legends e Guilherme Xavier

13 10 2009

Entrevista originalmente publicada no site Game Cultura

Arthur Protasio e Guilherme Xavier

Arthur Protasio e Guilherme Xavier

No dia 09 de outubro, sexta-feira passada, aconteceu o Prêmio Nave da Oi Futuro. Uma premiação vinculada ao Simpósio Brasileiro de Jogos Eletrônicos (SB Games 2009) e dedicada ao reconhecimento dos jogos nacionais. Capoeira Legends, da Donsoft,  foi premiado quarto vezes, por Melhor Jogo, Melhor Game Design, Melhor Arte e Melhor Narrativa. Guilherme Xavier, como diretor de Artes e Design e parte da equipe, subui ao palco para falar sobre como um jogo inteiramente brasileiro, fruto do cenário independente, permite que o jogador controle o capoeira e escravo Gunga Za em sua histórica aventura. O resultado é uma mescla da história brasileira com influências da jogabilidade de jogos atuais. É também o primeiro jogo action/adventure de capoeira e uma produção pioneira no mercado brasileiro que ousou mostrar o potencial que as terras tupiniquins possuem.

Arthur Protasio: Guilherme, antes de mais nada, obrigado por essa oportunidade.

Guilherme Xavier: Eu que agradeço.

AP: Para que os leitores possam conhecer melhor quem está falando,  diga idade, nacionalidade e profissão.

GX: 30 anos e brasileiro. Profissão? Melhor, profissões: Professor por atuação teórica, Designer por formação acadêmica, Ludólogo por empenho de pesquisa e Empresário por oportunidade de realizações. Read the rest of this entry »





Liberdade de Expressão e Jogos Eletrônicos no Pilotis Jurídico

3 09 2009

Um artigo meu foi publicado no mês de junho na revista de direito da PUC-Rio, Pilotis Jurídico. Nele eu discuto um tema (de um ponto de vista) pouco comum, que é aceitação social dos games como obras de expressão artística e cultural e a desnecessidade de proibí-los judicialmente. Considero esse debate de extrema importância pois efetivamente propõe uma nova visão social em relação aos jogos eletrônicos.  Em vez de criticá-los severamente, devemos entendê-los como a representação cultural e artística de gerações.

Para os interessados: apresentei esse mesmo assunto no evento SB Games 2009 e apresentei um artigo na trilha de cultura. O mesmo está disponível para visualização em pdf.

Os jogos eletrônicos sofrem preconceito há anos pela sociedade. Ainda assim os mesmos indicam um fenômeno crescente e global. Anteriormente vistos apenas como brinquedos para o público infantil, agora se mostram como uma mídia que abrange todas as faixas etárias. No entanto em função de recente decisão judicial[1], que proibiu a comercialização e veiculação dos jogos eletrônicos Counter-Strike e Everquest, nem mesmo os adultos têm acesso. Para justificar a censura destes jogos a sentença de junho de 2007 reproduziu os argumentos de decisão antecedente, que por sua vez proibiu outros seis. Ainda assim, os games (jogos eletrônicos não destinados a reproduzirem “jogos de azar”) têm ganhado cada vez mais relevância na sociedade, seja em função do seu apelo popular ou do seu valor como mídia de entretenimento e expressão cultural. Read the rest of this entry »





Objection! #3 – Liberdade “Gaymer”

23 05 2009

Originalmente Publicado em EArena Games

O sexo muda a forma de jogar? Polêmico, Arthur Protasio insere o debate!

Não é mistério que os jogos eletrônicos representam uma mídia universal. Há variados gêneros e diferentes histórias, cada um com seu público-alvo em mente. Há jogos infantis, há jogos de estratégia, há jogos curtos para os “casuais”, assim como aquelas experiências de 60 horas que visam saciar o usuário sedento por RPG. Embora muitos dos grandes lançamentos comerciais sejam voltados para um público alvo masculino repleto de testosterona, um dos grandes marcos do entretenimento digital foi o icônico Mario. O jogo provou que qualquer pessoa, independentemente de ideologia, podia controlar o encanador bigodudo, desde mulheres, crianças até homens depois da meia idade.

Over the Rainbow
Over the Rainbow Achievement

O homossexualismo por sua vez nunca foi novidade na história do mundo. Comum e apoiada na Grécia, as relações entre homens eram incentivadas por criarem laços afetivos entre soldados e possuírem um fundamento estratégico. Isso foi, no entanto, há séculos e hoje em dia o entendimento é outro, especialmente em contato com uma mídia recente como a dos games. Sendo boa parte do público hardcore composta, até então, por homens entre seus 18 e 30 anos,  a maioria dos jogos voltados para o público ocidental – o conceito de masculinidade no oriente é diferente – exibe uma quantidade exagerada de sangue, tiros, explosões, sexo (heterossexual) e protagonistas que exalam segurança através de músculos e linguagem mal educada – Marcus Phoenix que o diga. Com o tempo, no entanto, esse quadro está se alterando. Não só há uma inserção maior de mulheres no meio, sejam como desenvolvedoras ou jogadoras, assim como uma abertura maior para o público não heterossexual. É ao menos o que o conteúdo de alguns jogos indicam. Read the rest of this entry »





Objection! #2 – A Voz da Narrativa

20 04 2009

Originalmente Publicado em EArena Games

Em sua segunda coluna, Arthur Protasio mostra o valor de uma história bem contada! Senta, que lá vem história!

Call of Duty 4 by Julio Estrada

Call of Duty 4

Não é mistério que a narrativa nos games se tornou mais elaborada de anos atrás para cá. Não significa dizer que narrativas complexas são uma novidade, mas que a atenção dada a elas tem aumentado e a quantidade de jogos preocupados com a mesma também. Não mais são apenas os RPGs associados com a ideia de uma boa história ou experiência. Ocorre que apesar de todo esse quadro, ainda se acredita que a narrativa nos jogos eletrônicos tem muito o que aprender.

É dito que os jogos eletrônicos, por representarem uma mídia recente, copiam outras, como o cinema. Alguns alegam que essa similaridade é positiva, pois permite que os jogadores vivenciem a ação no melhor estilo hollywoodiano. Outros, como Jonathan Blow (criador de Braid), afirmam que o forte dos jogos digitais é a interação e, se a mesma for suprimida em favor de uma história (que já não é boa), teremos o equivalente a filmes ruins. Read the rest of this entry »





Objection! #1 – Introdução

7 04 2009

Originalmente Publicado em EArena Games

Arthur Protasio, nosso mais novo colunista, apresenta a sua coluna e mostra a que veio!

Objection!

Objection!

Atualmente, a quantidade de informação a que estamos sujeitos – com todo esse papo de globalização e digitalização – é absurda. Basta olhar para o lado e se deparar com uma manchete de jornal, um anúncio ou as duas coisas repetidas por volta de trinta vezes, mas de maneira diferentes na internet. Não importa em qual site você entra ou o que você acessa; há informação para todo lado. É muito fácil concordar com tudo que nós vemos. É uma quantidade tão grande de afirmações que é perfeitamente normal não ter tempo ou discernimento para avaliar o que nos é oferecido. Assim, nós incorporamos verdades sem avaliar até que ponto concordamos com as mesmas. É justamente isso que eu quero evitar: a aceitação automática de dados.

Mas o que isso tudo tem a ver com essa coluna e, especialmente, com games?
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Music & Programming: ZhayTee Interview

3 04 2009

I recently had the pleasure of interviewing an indie icon I truly admire. Joseph Toscano, better known by the moniker ZhayTee, is a computer programmer and musician. Having already worked on the soundtrack for free game projects, his involvement with the MOD community stood out with the track Absconditus” for Minerva: Metastasis (listen to it below). Now, having recently released the game “Luchi Garage Sale”, ZhayTee sheds light on his thoughts on inspiration, licensing, MODs, and future projects.

Arthur Protasio: So, for starters: name, age, nationality, and profession?

ZhayTee: Joseph Toscano, 26, American, Computer Programmer.

AP: I got to know your work, musical works to be more specific, through the HL2 MOD Minerva. How does that fit into your history and the “Computer Programmer” classification?

ZT: Actually, the history there is quite short and simple: I was browsing the Internet several years ago for nice-looking Half-Life 2 mods, and I stumbled across the work-in-progress that is now known as Minerva: Metastasis. I thought it looked quite professional, so I promptly e-mailed Adam Foster (the author of the mod). He was very receptive to the idea of original music for his mod, and so I went to work. The first song I produced is called “Absconditus”, and it was included in the game shortly after I finished it. After that, Adam Foster and I kept in touch and I produced several more works for Minerva during its final years of development. I didn’t expect anything to come of it, but Absconditus became well-liked by many fans of Minerva. Read the rest of this entry »





Objection! – Entrevista Arthur Protasio

1 04 2009

Originalmente publicado no portal EArena Games

Entrevista: Apresentando Arthur Protasio

Por Márcio Filho – Direto do Rio de Janeiro

Little Computer People

Little Computer People

Arthur Protasio. Quem está ligado no mercado já ouviu falar do nome dessa figura. Dono de uma escrita literária, cheia de referências – que também pode ser conferida no seu blog -, porém muita fluída e descontraída, Protasio vem despontando no mercado como um dos grandes nomes para o roteiro. Com sua narrativa única e uma cultura que o permite navegar por diversos meios – e levar o leitor junto, em um divertido passeio – Protasio levará você, usuário do EArenaGames a refletir sobre diversas coisas que ocorrem no mundo dos games, trazendo curiosidades e histórias incríveis.

Arthur Protasio é o nosso mais novo colunista e para que vocês possam tomar conta de sua intimidade, entrevistamos o nosso mais novo membro da equipe!

Degustem sem moderação!

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